Agricultura familiar recebe apoio da Prefeitura para safra de milho e soja em Boa Vista
Produção deve alcançar mais de mil hectares na zona rural e comunidades indígenas

Por Phueblo Caliri

Com a chegada do período chuvoso, a Prefeitura de Boa Vista garante assistência técnica e mecanização agrícola para o plantio de milho e soja na zona rural e em comunidades indígenas, fortalecendo a produção e a segurança alimentar na capital.

As equipes da Secretaria Municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas (SMAAI) foram divididas em sete frentes de trabalho para atender agricultores familiares de diferentes regiões. O serviço inclui o deslocamento de niveladoras e plantadeiras até as propriedades.

“Esse trabalho é feito para reduzir a evasão rural, trazendo mais sustentabilidade para as propriedades rurais, onde o produtor tem a agricultura como principal fonte de renda. Além disso, garantimos a segurança alimentar das famílias, porque parte dessa produção é consumida pelos próprios produtores e utilizada também na alimentação dos animais ao longo do ano”, disse o engenheiro agrônomo Roy Santos.

O atendimento ocorre independentemente do tamanho da propriedade. “Prestamos serviço para todos os perfis de produtores. Duas das nossas sete frentes são destinadas a áreas maiores, acima de 20 e 30 hectares. As comunidades indígenas também utilizam essas máquinas maiores, enquanto as propriedades menores recebem equipamentos adequados conforme a necessidade e o tamanho de cada área”, afirmou.

A expectativa da prefeitura é apoiar o plantio de grãos em mais de 1,1 mil hectares nesta safra, sendo cerca de 105 hectares em áreas indígenas, 140 hectares pelo Programa Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio (PMDA) e aproximadamente 850 hectares destinados a grandes produtores.

De acordo com a equipe técnica da SMAAI, o trabalho ocorre em um momento estratégico devido à previsão de influência do fenômeno El Niño, que pode provocar chuvas mais escassas e um inverno mais curto. “Estamos trabalhando dentro do período correto para garantir o máximo de aproveitamento para o produtor. Se houver atraso, isso pode trazer problemas para o desenvolvimento das culturas, impactando diretamente a produtividade da safra”, finalizou Roy Santos.

Os serviços devem durar cerca de 30 dias e a colheita está prevista para os meses de setembro e outubro.

Agricultura familiar fortalecida

Moradores da região do Novo Passarão, os agricultores Mirlene Marques e Aberlon Lopes estão entre os produtores beneficiados pelo apoio municipal. O casal cultiva diversas culturas ao longo do ano, como milho, feijão, macaxeira, melancia, melão, maxixe e quiabo.

“A preparação do solo começa meses antes do plantio de milho. Aramos a terra, corrigimos o solo com aplicação de calcário. Esse é um dos períodos mais aguardados por nós, porque contamos com a chuva, que permite ampliar a produção de milho. Sem o apoio da prefeitura, seria muito difícil manter essa produção de grãos durante o inverno. O PMDA oferece as condições necessárias para que o produtor possa continuar produzindo e fortalecendo a agricultura local”, destacou Mirlene.

Mirlene também opera máquinas agrícolas, atividade que passou a exercer após participar de uma capacitação. “Troquei a enxada pelo volante do trator. Foi desafiador no início, mas hoje consigo ajudar outros agricultores familiares da região. Atualmente, não dá mais para produzir sem maquinário”, afirmou.

A produtora destaca ainda que o maquinário disponibilizado pela prefeitura atende associações de produtores da região, ampliando o alcance da assistência.

Produção garante renda e qualidade de vida

No PA Nova Amazônia I, na região do Truaru, a agricultora Inês Lopes Gomes produz feijão, cria peixes e galinhas e agora iniciou o plantio de dois hectares de milho com auxílio do município. “Plantar para se manter é muito bom. Tudo o que você produz, consegue vender. Não dá para ficar rico, mas dá para viver uma vida digna”, disse.

Inês comercializa semanalmente sua produção na área urbana de Boa Vista e afirma que o apoio da prefeitura é essencial para manter a atividade rural. “Se não fosse a prefeitura, acho que a gente não estaria fazendo nada aqui dentro. A prefeitura está dando muito apoio para quem quer trabalhar e produzir”, ressaltou.





Comunidade do Milho é a vencedora da 2ª Copa Macuxi de Futebol
Com apoio da prefeitura, mais de 700 atletas participaram da competição
Por Phueblo Caliri
A 2ª Copa Macuxi chegou ao fim neste domingo, 29, com a comunidade Campo Alegre sendo palco da grande final, em que a equipe Milho conquistou o título de campeã ao derrotar o Mauixi por 2x1. A competição esportiva, que reuniu mais de 700 atletas de 13 comunidades indígenas de Boa Vista, promoveu cultura e a integração entre os participantes.
Foram semanas de disputas acirradas e muito show em campo. Para Marister Silva, tuxaua da comunidade Campo Alegre, a copa é um evento de extrema importância para todos os envolvidos. “Ficamos muito felizes com esse investimento em nossos atletas e com nossos parentes tendo essa oportunidade de conviver e praticar um esporte”, comentou.
A Prefeitura de Boa Vista, responsável pela organização do evento, garantiu R$ 82 mil em prêmios aos atletas. O presidente da Fetec, Dyego Monnzaho, participou do encerramento das competições e destacou que o encerramento da Copa Macuxi 2024 concretiza todo o trabalho da Prefeitura de Boa Vista de incentivo ao esporte, sendo um exemplo de como a gestão vem fortalecendo todos os aspectos identitários, as raízes culturais e, sobretudo, o trabalho de incentivar o esporte em regiões mais distantes.
“A Copa Macuxi investe em diversas comunidades indígenas, fazendo eles terem acesso ao esporte e provocando o sentimento de fortalecimento de toda a comunidade. A premiação exemplifica esse investimento, além de todo o material apoiado com equipamentos esportivos, bolas, redes, enfim, todo esse conjunto de ações que a prefeitura realiza para fortalecer o esporte”, ressaltou
Oportunidade de renda extra
Além da reunião e lazer da comunidade, a Copa Macuxi gera oportunidade de renda, uma vez que os comerciantes locais podem levar seus produtos durante os jogos aos visitantes, como foi o caso da jovem Franciele Pereira. “Foi minha primeira vez e foi muito bom, porque as pessoas de outras comunidades e até de fora chegam para a copa e a gente consegue aumentar as vendas”, festejou a empreendedora.
Confira abaixo os times campeões
1° lugar – Milho: R$ 15mil
2° lugar – Mauaxi: R$ 10 mil
3° lugar – Vista Nova: R$ 6 mil
Feminino
1° – Vista Nova: R$ 15mil
2° – Darora: R$ 10 mil
– Campo Alegre: R$ 6 mil

Festival das Escolas do Campo 2026 encerra com premiações e valorização da cultura regional
Alunos receberam troféus e medalhas após as disputas em modalidades como futsal, queimada, cabo de guerra e baladeira
Por Semuc
A 8ª edição do Festival Esportivo das Escolas do Campo em Boa Vista encerrou nesta sexta-feira, 15, com a entrega de troféus e medalhas aos estudantes classificados em 1º, 2º, 3º, 4º e 5º lugar em cada modalidade. Neste ano, cerca de 260 alunos participaram do evento, sediado na Escola Municipal José David Feitosa, região do Murupu.
O festival teve como tema “Um Tesouro Escondido das Escolas do Campo”. De acordo com a secretária municipal adjunta de Educação, Meiry Jane Gomes, a escolha da Escola José David Feitosa para sediar o evento ocorreu por ela representar um diferencial na educação do município, especialmente por funcionar em tempo integral.
“O evento foi um sucesso. Proporcionou interação, aprendizado e alegria para as crianças, professores e gestores, demonstrando o compromisso da prefeitura em oferecer projetos que impulsionem o desenvolvimento e a integração da comunidade escolar do campo”, destacou a secretária.
Modalidades esportivas e inclusão da baladeira
Participaram do festival cinco escolas municipais: José David Feitosa, Leila Maria da Silveira, Aureliano Soares da Silva, Maria de Lourdes Abreu e Balduíno Wotrich. Durante a programação, os estudantes disputaram modalidades como futsal, queimada, chute ao gol, arremesso ao alvo e cabo de guerra.
Segundo o gerente de Educação Física, Admilson Nascimento, o destaque desta edição foi a inclusão da baladeira, prática esportiva tradicional das comunidades do campo e indígenas.
“Nossa proposta também foi resgatar, durante o festival, as brincadeiras tradicionais que as crianças já praticam em suas casas. Além disso, aumentamos a faixa etária até os 13 anos, para os estudantes do 6º ano. O bom é que todas as crianças saem com suas premiações”, ressaltou.

Esporte aliado à educação e cultura local
Além de incentivar o esporte e a convivência entre os alunos, o festival também esteve alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), estimulando o desenvolvimento motor, sensorial e a relação com o meio ambiente e a cultura local.
Quem fez questão de que o evento acontecesse na Escola Municipal José David Feitosa foi a própria gestora da unidade, Célia Maria Soares, já que a ideia do projeto surgiu em 2017, a partir de uma aluna da escola.
“É um orgulho muito grande, porque a ideia partiu daqui e a escola ainda não tinha tido a oportunidade de receber. E hoje, com a estrutura que nós temos, é muito gratificante receber os jogos na nossa casa. O primeiro de muitos”, concluiu.
Crianças, jovens e adultos encontram no balé importante oportunidade de transformação social e visão de futuro    
Com aulas gratuitas, bailarinos de 5 a 21 anos podem sonhar com carreira profissional na dança
Por Phueblo Caliri
A Prefeitura de Boa Vista está promovendo uma transformação poderosa, por meio das aulas gratuitas de balé oferecidas no Teatro Municipal. Essa iniciativa não apenas proporciona aulas de alta qualidade, mas também se destaca por seu compromisso social, mudando vidas e moldando o futuro de jovens talentos de 5 a 21 anos, principalmente em situação de vulnerabilidade.
O Teatro Municipal de Boa Vista, um espaço cultural totalmente equipado, tornou-se o epicentro de uma experiência única de aprendizado de balé. Sob a orientação de professores altamente qualificados, os jovens talentos têm a oportunidade não apenas de explorar essa linguagem artística, como também de desenvolver habilidades valiosas para a vida, como disciplina, coordenação e trabalho em equipe.
Um desses talentos é o jovem Aurélio José, de 15 anos, que começou acompanhando a irmã mais nova, Elizabeth Marcela, de 12 anos e logo se apaixonou pela arte. Hoje ele é um dos destaques da turma. “Eu decidi fazer o balé para ver se eu gostava e agora vou levar isso ao máximo. Eu estou tentando criar minhas bases para ver se no futuro tem alguma coisa para mim”, disse.
O diferencial das aulas no Teatro Municipal está na acessibilidade. Com a visão de que a cultura é um fator crucial para a transformação social, a prefeitura oferece essas aulas gratuitamente, removendo barreiras financeiras que muitas vezes impedem o acesso às artes. Essa iniciativa não só democratiza o acesso à cultura, mas também se torna uma poderosa ferramenta de inclusão social.
Prova disso é a jovem bailarina Ana Julia Barbosa, 15 anos, que já sonha em cursar dança e ter sua própria escola. “Estudar balé é uma realização muito grande, porque sempre foi um sonho meu. Então, ver que esse sonho está evoluindo e se realizando é maravilhoso. E ainda mais de graça”.
SONHO NÃO TEM IDADE – Mesmo que muitos associem o início das aulas de balé à infância, a iniciativa da prefeitura abraça a diversidade de idades, quebrando muitos estereótipos. Israel Monteiro, por exemplo, iniciou as aulas de balé ainda na idade adulta. Inicialmente hesitante, ele descobriu na dança uma paixão que transcendeu as barreiras do tempo.
“Eu comecei com 19 para 20 anos. Então, para mim foi um pouquinho mais difícil de construir esse físico adequado para o balé clássico. Mas, com frequência e disciplina, a gente consegue construir de forma mais natural e fácil. Aqui em Boa Vista é essencial a gente ter acesso a esse tipo de formação, num ambiente adequado para a gente conseguir produzir”.

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